Parabéns, Ricardo Almeida!
Parabéns a Ricardo Almeida, que hoje será eleito Presidente da Concelhia do PSD/Porto. E aos 300 militantes, que acabam de integrar a sua estrutura, determinados e leais, quais bravos Espartanos na batalha de Termópilas. Temam não, que o comandante Almeida será o vosso Leónidas, líder feroz, temerário e visionário. Sigam-no, que ele defende “projetos concretos para a cidade do Porto”, que ele sabe que tem “muitos problemas do ponto de vista social”. O homem, a visão, o futuro!
Para quem acompanha a meteórica ascensão de Ricardo Almeida, sabe que a Concelhia do PSD/Porto não podia ficar entregue nas mãos de melhor condutor. Do que o homem que voou para além das piores agruras, acelerou por entre as curvas apertadas da vida política e ultrapassou os rivais mais invejosos que, mesmo dentro do seu Partido, tentaram bloquear o seu desígnio.
Desde os seus dias de glória na Presidência da Federação Académica do Porto, cujas funções articulava, sabiamente, com avisadas incursões pelas eleições internas do PSD-Porto.
Seguida de uma passagem fulminante pela Assembleia da República, em que, nem limites de velocidade o impediram de cumprir o mais elevado interesse da Nação.
Em paralelo, uma carreira académica de prestígio, que o próprio divulga total, incondicional e orgulhosamente.
Até se tornar, finalmente, num prolífico dinamizador da vida cultural do Porto e Gaia, uma vocação descoberta tardia, mas merecidamente.
Agora, a liderança da Concelhia do Porto do PSD. Depois, com certeza, voos mais altos virão.
Share on FacebookMais do mesmo
Cumpridos 10 anos de maioria PSD/CDS na cidade do Porto, desengane-se quem esperava que o Orçamento da Câmara para 2012 representasse uma lufada de ar fresco no rumo da política local. Jamais o poderia ser quando, em plena sessão de discussão e votação do plano, o Presidente da Câmara Municipal e Manuel Maio, deputado municipal de um dos partidos que o apoia, estão em desacordo quanto ao valor do Orçamento!
Rui Rio insiste que o Orçamento é de 190 milhões de euros, tendo sido desmentido por Manuel Maio e pela documentação oficial da Câmara que constatam que o valor é de 266 milhões de euros. Em causa estão receitas extraordinárias que a Câmara Municipal não sabe se vai arrecadar. Não podendo a despesa exceder a receita, Rio argumenta que a prudência financeira obriga a um Orçamento feito na base dos 190 milhões. A questão complica-se quando Rio pede à Assembleia Municipal (AM) aquilo que é essencialmente um cheque em branco para poder gastar os possíveis 50 milhões onde bem entender. Uma vez que os planos de investimentos alterarão consoante o valor que se conseguir, a maioria diz não os poder inscrever no Orçamento. Trata-se de puro malabarismo político, ao estilo do Ministro dos Assuntos Parlamentares, para fugir ao debate democrático. Nada seria mais simples do que fazer depender o investimento dessas receitas extraordinárias duma futura aprovação da AM. O desrespeito do executivo camarário para com o órgão que o fiscaliza é constante e já escrevi neste espaço sobre isso.
É preocupante que apenas 4% da receita prevista advenha do financiamento QREN. Este indicador traduz a incapacidade desta gestão autárquica em potenciar projectos susceptíveis de serem financiados por fundos comunitários. É desesperante que assim seja quando há zonas da cidade, como a parte oriental, que carecem de investimentos, iniciativa privada e de modernização socioeconómica.
Share on FacebookA década perdida do Porto
Passam 10 anos sobre a chegada da direita ao poder no Porto. Uma década depois, o Porto é hoje uma sombra do que foi. Regredimos em todos os indicadores de desenvolvimento.
A cidade do Porto tem hoje menos habitantes, em particular jovens que não conseguem fixar-se na cidade: temos vivido uma autêntica sangria populacional, como indicam os dados preliminares dos Censos, perdendo milhares e milhares de jovens para os concelhos limítrofes. O Porto tem actualmente a população de há 100 anos. Os que ficaram, diz-nos um relatório encomendado pela própria CMP, estão mais envelhecidos e mais pobres: perdemos habitantes, juventude, capacidade crítica.
A actividade económica regrediu em todas as frentes, muito antes da crise global. A recuperação urbana está estagnada: quantas casas estão habitadas após vários anos de SRU?
A maioria das instituições de relevo da cidade está em litígio com a autarquia e muitas abandonaram o Porto. O rasgo de grandes projectos durante a época dourada do PS perdeu-se indelevelmente. A voz regional e nacional do Porto silenciou-se: a direita riscou a cidade do mapa das decisões nacionais e da euroregião.
A situação financeira da autarquia é desesperada, vendendo património ao desbarato e privatizando áreas essenciais (Águas, …) para ocultar a sua incompetência de gestão que obrigou a encaixar 50 Milhões numa única sessão da Assembleia Municipal, mas os apoiantes da maioria salientarão acriticamente a propaganda do rigor sem conhecerem a evolução dos orçamentos e os dramáticos relatórios das empresas municipais.
O Bolhão continua por revitalizar. O centro de Congressos não existe. A incubadora de empresas da UP continua a ser um bom projecto do PS por cumprir. Muitos equipamentos da cidade, se não encerraram, estão moribundos: cinemas, Rivoli, teatros, Batalha. Podemos continuar em todas as áreas. Os factos estão aí: a realidade é já ruína onde PSD e CDS ainda vêem construção.
Os partidos da coligação e os seus apoiantes não conseguirão negar nenhum destes factos e vão lembrar uma e outra vez os bares da baixa que inicialmente criticaram, resultantes da dinâmica da Porto 2001. Mas isso não chega. É pouco, tão pouco, tão fraca ambição. Hoje é dia de lembrar uma data triste para o Porto e trabalhar pelo futuro, afirmando uma alternativa política contra esta década irremediavelmente perdida.
Share on FacebookExposição de Fotografia “Retratos da pobreza, Porto”
Hoje, às 18h30, abre na Fnac do Gaiashopping a exposição de fotografia “Retratos da pobreza, Porto.” O projecto é da responsabilidade de Paulo Pimenta, fotojornalista do Público, e José António Pinto, assistente social da Junta de Freguesia de Campanhã.
Os dois profissionais visitaram, durante um ano, os moradores do vale de Campanhã, a fim de recolherem os seus retratos e histórias de vida. O resultado final é constituído por doze peças comoventes, cada qual incluindo uma imagem do morador ou moradores e outra do seu espaço habitacional.
Imagens da miséria, da insalubridade, da tristeza e da exclusão. Uma cidade abandonada à sua falta de sorte, e perante um futuro tão periclitante quanto os tectos das suas habitações.
E um testemunho sobre a principal lacuna do actual executivo camarário do concelho do Porto. Em dez anos de governação, não implementou uma política abrangente no domínio da acção social e intervenção comunitária.
Share on FacebookVender o Silo-Auto? Não, obrigado
A Câmara Municipal do Porto aprovou a venda do Silo-Auto. A venda deste equipamento é inaceitável por várias razões.
1) A alienação compulsiva de património revela a incompetência dos anos de gestão de PSD e CDS no Porto, evidenciando uma situação financeira desesperada. Cada alienação empobrece definitivamente o património da cidade.
2) O Silo-Auto é um edifício histórico e há muito pouco tempo, em 2009/2010, a autarquia propunha-se intervir nele: o que mudou em pouco mais de um ano?

3) Só é possível vender agora porque na década de 1960 foi feita uma concessão: a venda é irrepetível e lesa o património público. A solução mais adequada seria obviamente uma nova concessão.
4) A proposta aprovada reduz em mais de 50% a capacidade de estacionamento do Silo-Auto, permitindo uma fundada suspeição sobre contrapartidas do negócio da concessão de estacionamento na cidade.
5) Para além da demolição, não são impostas quaisquer condições ao futuro comprador. A eventual mudança de utilização do imóvel viola o PDM.
Estas são algumas razões objectivas para rejeitarmos a venda do Silo-Auto. Não podemos aceitar que a direita continue a empobrecer a cidade.
Share on FacebookInsensibilidade Urbana
Visitar hoje em dia o Porto, é uma tarefa que não se resume apenas aos aspectos culturais. Uma cidade histórica e heteróclita, localizada junto a um rio e ao mar oferece-nos ricos espaços de lazer. Hoje, é justo dizer que o Porto tem tudo. Tem parques, jardins, praia, circuitos para bicicletas, teatro, cinemas, cafés históricos, livrarias, museus, auditórios, património… É o sonho de uma manhã de Domingo, aberto aos passeios familiares, ou à afluência cada vez mais notável de turistas.
Uma cidade que cresceu ao longo de séculos com o comércio, expandiu-se demograficamente com a indústria e hoje cede à área dos serviços, cada vez mais diversificados, não pode passar a imagem de austeridade, frieza, degradação ou abandono de espaços e edifícios outrora conceituados.
Sintomas de uma crise profunda só acentuaram os problemas de uma cidade em constante transformação, sem um investimento estratégico para «reanimar» a cidade. O Porto está a perder habitantes a um ritmo assustador. Enumerar os motivos não é um desafio… Só que a solução passa por saber conciliar as condições de uma urbe secular com as ânsias e necessidades das gerações mais novas.
Mas o que está em causa aqui é uma insensibilidade da Câmara Municipal que não reconhece a oportunidade de transformar o Porto com base nos próprios recursos existentes. Uma cidade histórica, aberta a turistas, tem de saber articular-se de forma fiel com a realidade de hoje — ou pelo assim pensa quem tem responsabilidades e conhecimentos.
Não podemos deixar de pensar que a imagem é importante, e que o restauro de edifícios ou intervenções urbanas mais ambiciosas fazem toda a diferença numa cidade supostamente dominada pelo sector de serviços. Este curioso desmazelo da autarquia faz-nos questionar se o programa Porta 65 e a reabilitação de edifícios históricos terão lugar no Porto num futuro próximo, ou se a coligação PSD/CDS-PP vai continuar a enveredar por uma «política faz-de-conta», pedindo a visitantes e eleitores que compartilhem de uma visão estreita e fechada, onde pouco se pode (se quer) fazer por um dos maiores e mais ricos espaços urbanos do país.
Documentário Portuense no palmarés do DocLisboa 2011
Conheceram-se hoje os vencedores da edição de 2011 do mais famoso Festival de Documentários Português – o DocLisboa. Entre eles, “A Nossa Forma de Vida” do Portuense Pedro Filipe Marques, como melhor primeira obra Portuguesa. Pedro Filipe Marques é conhecido particularmente pelo seu trabalho como editor de montagem de filmes como “Juventude em Marcha” (2006), “Lisboetas” (2004) e “A Costa dos Murmúrios” (2004).
“A Nossa Forma de Vida” retrata o quotidiano dos avós do realizador, habitando o oitavo andar de um apartamento de Vila Nova de Gaia. Um casal simplesmente irresistível, ele, o senhor Armando, o “eterno proletário”, guardião nostálgico das utopias revolucionárias, ela, a Dona Maria Fernanda, a bem-disposta dona-de-casa, entretida pelos episódios mais diversos da vida, das novelas e jornais.
Através dos diálogos sumarentos, poemas populares e observações acutilantes, os dois reflectem-nos um País incrível, simultaneamente caricato, bem-humorado, afável e comovente. Um País que é, afinal, a sua “forma de vida” e a nossa.
A não perder!
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“Portugal, hoje: reflexão sobre o futuro”
Tive oportunidade de assistir ao excelente debate “Portugal, hoje: reflexão sobre o futuro”, organizado pela concelhia JS Porto. Considero que foi uma iniciativa muito importante, porque falamos sobre os problemas do nosso País e de toda a Europa.
A mensagem a reter é que apesar de todos os sacrifícios, se estivermos unidos e combativos podemos fazer a mudança! Como referiu o Presidente de Concelhia do PS, Dr. Manuel Pizarro “perante as dificuldades desistimos ou procuramos soluções. Nós somos aqueles que procuramos soluções.” Por isso, como socialista e cidadã, vou continuar a lutar e acreditar que vamos vencer esta “batalha”.
No PS e na JS vamos todos lutar por um Portugal melhor e, muito especialmente na nossa cidade, para termos um Porto para todos os portuenses!
Share on FacebookMais um ano, mais cortes no desporto jovem…
A Câmara Municipal do Porto vai cortar de novo no apoio ao desporto jovem. Um erro, a juntar a muitos outros.
O desporto jovem tem efeitos benéficos não só ao nível do desenvolvimento de competências de formação de um jovem, mas também possibilita a dinamização de instalações de clubes, associações e outras entidades. Na minha opinião, o mais importante é o facto do desporto permitir a um jovem desenvolver dinâmicas de grupo, comportamentos colectivos de camaradagem, coesão e competitividade, promovendo uma motivação extra de ambicionar a ser melhor e, acima de tudo, são as amizades (novas, ou não) que se reforçam.
Depois, são imensos os casos de exclusão social, onde há jovens que vivem autênticos dramas familiares e têm o desporto como um porto de abrigo à tempestade que se abateu pelas suas vidas. Isso sim, preocupante!
Manuel Pizarro afirmou e bem que «10 mil euros representam muito pouco no orçamento da autarquia e podem representar uma redução brutal no número de jovens que pratica desporto». Esta situação toda chega quase a ser segregadora, quando comparada com outros eventos: houve algum corte no apoio a esse megaevento dos «carrinhos»?
Enfim, é mais do mesmo… dois pesos e duas medidas!
Share on FacebookPor uma política de habitação para os jovens
O programa Porta 65 – Jovem, criado na prossecução dos objectivos da política de habitação do XVII Governo Constitucional, trata-se de uma iniciativa que se enquadra na política social de habitação em articulação com outros instrumentos de planeamento e gestão. Foi mais uma das boas marcas do Governo do PS. Em 2010 o Conselho de Ministros aprovou na generalidade a alteração do Programa Porta 65 com o objectivo de alargar o número de jovens a beneficiar do programa, melhorar os critérios de atribuição do apoio mensal e possibilitar a mobilidade dos beneficiários, através de um enquadramento estratégico numa política de cidades, nomeadamente nas suas componentes de reabilitação do edificado e de revitalização demográfica, económica e cultural dos espaços urbanos.
A iniciativa Porta 65, que tem como missão promover um mercado de arrendamento para habitação mais dinâmico, através do apoio à gestão do parque habitacional, público ou privado, foi agora descaracterizado pela Ministra Assunção Cristas, que desvalorizado os objectivos desta iniciativa como sendo incapazes de concretização. Não apresentou nenhuma alternativa e antecipa-se a gravosa extinção deste programa.
Sabendo que o Porto, em particular, continua incapaz de oferecer alternativas de habitação, não queremos ser duplamente prejudicados pelos erros da direita na autarquia e agora no país. Assim sendo, ficamos a aguardar uma solução justa e credível para as questões habitacionais que nos preocupam, recusando a extinção de um programa essencial para os jovens.
Share on FacebookApresentação
Um Porto de Mudança é o blogue oficial da JS Porto.
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jsporto@jsporto.orgAutores
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